Eu não entendo muita coisa dos caminhos da vida, e não pretendo dizer a ninguém como é melhor trilhá-los. Mas o que eu posso dizer é da minha história, das minhas experiências, das minhas buscas.
Daquilo que, nesta vida, me fez procurar caminhos, às vezes intuitivamente. It's a hard life pra uma menina, mocinha, mulher, trilhar sozinha. Mas não é nem um pouco impossível.
Acho que tudo vai nos direcionando para o melhor caminho, por isso tenho que confiar, mesmo que no primeiro momento seja duro, difícil, pesado, sofrido. A vida burilando nosso caráter, nossa alma.
E foi assim, com os percalços da vida, que fui lançada no meu caminho de buscadora.
Minha juventude foi daquelas bem empenhadas em ser jovem: viver como se não houvesse amanhã. Festas, amigos, amores, viagens, uma dor de cotovelo aqui, um arranhão de tombo de moto ali... até que o tempo foi passando, a maturidade começando a se aproximar, as cobranças da vida se acentuando, os assuntos ficando mais sérios, a ponto de você começar a se perguntar: é isso tudo o que há? Deve haver algo de mais profundo, algo acontecendo por detrás dos panos do universo, regendo tudo e encaminhando todos. Muito mais importante que nossas preocupações diárias.
Nesse insight, começa a minha jornada.
Como de tantas outras mulheres por aí, nesse mundo imenso.
Sou uma criança que engatinha. E existe coisa melhor que ser criança, sem pré-conceitos, sem vergonha, sem medo e com disposição para apreender tudo que puder?
Confesso que às vezes tenho umas visitas inconvenientes do medo e da insegurança. Mas logo penso que se há algo de muito rico que me pertence, é a minha vida. E a estou direcionando no caminho do autoconhecimento, do desenvolvimento do meu ser, afinal vim para crescer, todos viemos. E não vou perder minha viagem.
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